Moraes autoriza visita dos filhos a Bolsonaro e veta celulares no hospital
Decisão do ministro do STF libera a entrada de quatro filhos durante a internação do ex-presidente em Brasília, mas proíbe o uso de celulares e impõe vigilância permanente da Polícia Federal.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta quarta-feira (24) que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba visitas dos filhos durante o período de internação em um hospital particular de Brasília. A decisão, no entanto, impõe regras rígidas, incluindo a proibição do uso de celulares, computadores ou qualquer dispositivo eletrônico.
Preso, Bolsonaro deixou a Superintendência da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira e foi encaminhado ao Hospital DF Star, onde iniciou os procedimentos pré-operatórios. Ele será submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral na quinta-feira (25).
Segundo a decisão, estão autorizados a visitar o ex-presidente os filhos Carlos, Flávio, Jair Renan e Laura Bolsonaro. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro já havia recebido autorização para acompanhar o marido durante a internação.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não foi autorizado a realizar visitas. Cassado pela Câmara dos Deputados, ele vive nos Estados Unidos desde fevereiro.
As visitas deverão seguir as normas internas do hospital. Moraes determinou que nenhum visitante poderá portar aparelhos eletrônicos, medida que também se estende ao quarto do ex-presidente, onde apenas equipamentos médicos serão permitidos.
A cirurgia foi autorizada após avaliação médica, que apontou risco de agravamento do quadro clínico caso o procedimento não fosse realizado. A previsão de internação após a cirurgia é de cinco a sete dias. Caso tudo ocorra conforme o planejamento da equipe médica, esta será a oitava cirurgia realizada por Bolsonaro desde o atentado sofrido em 2018.
Por determinação do ministro, Bolsonaro ficará internado em uma área isolada do hospital, separada dos demais pacientes. A Polícia Federal deverá manter vigilância integral durante todo o período, com fiscalização 24 horas por dia, presença mínima de dois agentes na porta do quarto e equipes de segurança posicionadas dentro e fora da unidade hospitalar.