Maduro e Cilia Flores vão a julgamento em tribunal federal de Nova York
Casal foi transferido do Brooklyn para Manhattan sob forte escolta policial. Defesa deve alegar imunidade diplomática e ilegalidade da prisão.
Foto: Adam Gray/REUTERS
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram levados na manhã desta segunda-feira (5) do Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn para um tribunal distrital federal em Manhattan, em Nova York, onde serão julgados pela Justiça dos Estados Unidos.
O casal deixou a unidade prisional sob forte esquema de segurança, com escolta de agentes da SWAT, força policial de elite norte-americana. O deslocamento foi feito inicialmente por helicóptero e, em seguida, por veículo blindado. Durante a transferência, Maduro e Flores utilizavam roupas de presidiários.
AcusaçõesSegundo a acusação, o casal responde por conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas, posse e conspiração para posse de metralhadoras, além de dispositivos explosivos. Maduro já era alvo de uma denúncia semelhante apresentada em 2020 em um tribunal federal de Manhattan.
O processo é conduzido pela Justiça Federal dos Estados Unidos, que mantém acusações formais contra o presidente venezuelano há anos, mesmo ele permanecendo no cargo no país sul-americano.
Defesa alega imunidadeA expectativa é que a defesa alegue que a prisão ocorreu de forma ilegal e sustente que Maduro possui imunidade por exercer o cargo de chefe de Estado, além do argumento de que os atos investigados teriam ocorrido dentro do território venezuelano.
No entanto, o governo dos Estados Unidos não reconhece Maduro como presidente legítimo da Venezuela, posição que deve ser usada pelo Ministério Público para contestar o argumento de imunidade diplomática durante o julgamento.