Por que algumas cidades têm mais linhas de celular do que habitantes? Entenda

Indicador leva em conta o número de acessos móveis ativos registrados pelas operadoras, e não a quantidade de pessoas que utilizam o serviço.

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Foto gerada por Inteligência Artificial

É comum que levantamentos sobre telefonia móvel apontem municípios com um número de linhas de celular superior ao total de habitantes. Embora o dado possa parecer contraditório, ele está relacionado à metodologia utilizada para calcular os indicadores do setor.

Os estudos consideram a quantidade de acessos móveis ativos registrados pelas operadoras de telefonia, e não o número de pessoas que utilizam o serviço. Por isso, um mesmo usuário pode ser contabilizado mais de uma vez.

O que é um acesso móvel?

Um acesso móvel corresponde a uma linha de telefonia celular cadastrada junto às prestadoras de serviços.

Na prática, uma única pessoa pode possuir diferentes linhas para finalidades distintas, como:

  • uso pessoal;
  • uso profissional;
  • chip exclusivo para internet móvel;
  • dispositivos conectados, como tablets e roteadores compatíveis com redes celulares.
Como o indicador é calculado?

Os levantamentos são elaborados a partir do cruzamento entre o número de acessos móveis informados pelas operadoras e as estimativas populacionais produzidas pelos órgãos oficiais de estatística.

Dessa forma, o indicador representa a relação entre a quantidade de linhas ativas e a população estimada de cada município, sem indicar quantas pessoas utilizam efetivamente o serviço.

Por que cidades turísticas registram mais linhas?

Municípios que recebem grande fluxo de turistas, estudantes ou trabalhadores temporários costumam apresentar um número elevado de acessos móveis.

Isso ocorre porque visitantes utilizam serviços de telefonia durante a permanência na cidade, contribuindo para o aumento do total de linhas ativas registradas pelas operadoras.

O que os dados mostram?

Os indicadores ajudam a acompanhar a distribuição dos acessos móveis e a utilização das redes de telecomunicações em diferentes regiões do país.

Especialistas ressaltam que, ao comparar esses dados com a população dos municípios, é importante considerar a metodologia utilizada, já que o levantamento mede linhas ativas, e não o número de usuários.

 

*Com informações da Agência Gov/via MCom