Flávio Bolsonaro volta a ter autorização para visitar o pai

Após 90 dias de suspensão, ministro Alexandre de Moraes libera encontros com Jair Bolsonaro, mas mantém restrições a manifestações políticas e eleitorais.

Por
2 Min

AP Photo/Eraldo Peres

O senador Flávio Bolsonaro (PL) poderá voltar a visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A autorização foi concedida nesta segunda-feira (12) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o encerramento de uma suspensão que durou 90 dias.

Apesar da liberação, o candidato à Presidência da República continua impedido de utilizar os encontros para atividades político-eleitorais ou divulgar declarações e manifestações do ex-presidente, inclusive por meio de terceiros.

agenciabrasil.ebc.com.br&sz=32 Agência Brasil +1

 

Por que Flávio estava proibido de visitar Jair Bolsonaro?

A restrição teve início em julho, depois que Flávio divulgou nas redes sociais uma carta escrita por Jair Bolsonaro em apoio à candidatura do filho à Presidência.

Na avaliação de Moraes, a divulgação do documento contrariou uma das condições impostas ao ex-presidente, que está proibido de utilizar as redes sociais diretamente ou por intermédio de outras pessoas.

Diante do episódio, o ministro determinou a suspensão das visitas por 90 dias, prazo encerrado no domingo (11).

Defesa pediu restabelecimento das visitas

O pedido para que Flávio pudesse voltar a encontrar o pai foi apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro em 5 de outubro.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à retomada dos encontros.

Ao analisar a solicitação, Moraes considerou que a suspensão havia sido integralmente cumprida e que não surgiram fatos novos que justificassem a prorrogação da medida.

Com isso, o ministro autorizou o restabelecimento das visitas, mantendo as condições de segurança e os horários anteriormente estabelecidos.

Visitas continuam sujeitas a restrições

A decisão não permite que os encontros sejam utilizados para atividades de campanha eleitoral.

Também permanece proibida a divulgação de cartas, manifestos ou declarações de Jair Bolsonaro, independentemente do meio utilizado ou de quem faça a publicação.

As visitas familiares deverão seguir os mesmos horários e procedimentos de segurança definidos antes da suspensão.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.