Inteligência da Sefaz-PI identifica fraudes e prevê recuperação de R$ 20 milhões em operação contra lavagem de dinheiro

Secretaria da Fazenda colaborou com a Operação Carbono Oculto 86, da Polícia Civil, fornecendo dados fiscais que ajudaram a desarticular esquema ligado ao PCC.

Por Redação Nx Notícias-
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Foto: Ascom Imepi

O Setor de Inteligência da Secretaria da Fazenda do Piauí (Sefaz-PI) teve papel fundamental na Operação Carbono Oculto 86, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí nessa quarta-feira (5), com foco no combate a um esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal com indícios de ligação ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com estimativas da Sefaz, a ação deve recuperar cerca de R$ 20 milhões aos cofres públicos.

A operação contou com o suporte técnico da Unidade de Fiscalização de Empresa (Unifis) e do Grupo Interinstitucional de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária (Grincot). A secretaria forneceu dados fiscais e financeiros — mediante autorização judicial — que possibilitaram à equipe de investigação identificar movimentações suspeitas, emissão de notas fiscais frias, adulteração de combustíveis e o uso de empresas de fachada no esquema criminoso.

O secretário da Fazenda, Emílio Júnior, destacou o caráter inédito da integração entre os órgãos de controle e segurança.
“Essa operação é um marco na integração entre os órgãos de investigação e de controle fiscal. A Sefaz tem se estruturado para atuar com rigor e eficiência no combate à lavagem de dinheiro, sonegação e ao financiamento de organizações criminosas”, afirmou.

Durante as apurações, o setor de inteligência da Sefaz também identificou postos de combustíveis sem autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP), além de fraudes tributárias milionárias. Foram abertas 15 ordens de fiscalização, que já estão em andamento contra as empresas envolvidas.

O diretor da Unifis, Edson Marques, informou que as análises fiscais vêm sendo realizadas desde 2023 e que a operação deve se estender a outros segmentos econômicos.
“Essa investigação acompanhou a atuação das empresas envolvidas desde 2023. Nesse processo, fornecemos a situação cadastral dessas empresas, analisamos declarações e documentos fiscais, bem como produzimos relatórios detalhados com as notas fiscais eletrônicas emitidas e recebidas pelos alvos. Também apresentamos os principais achados resultantes da nossa análise fiscal. Com esse trabalho, foi possível avançar na desarticulação do esquema”, ressaltou.

Com os novos desdobramentos, a Sefaz pretende solicitar quebra de sigilo bancário dos investigados e realizar auditoria completa sobre o patrimônio das empresas. Caso sejam confirmadas irregularidades, as inscrições estaduais poderão ser canceladas, impedindo a continuidade das atividades no estado.