Mendonça manda retomar inquérito contra Paulinho após dois anos parado
Ministro do STF reativa investigação e envia caso à PGR; PF aponta suposto repasse mensal de R$ 100 mil ligado a fraudes trabalhistas.
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a retomada do inquérito que investiga o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP). O caso permaneceu sem andamento no STF por cerca de dois anos, à espera de uma definição sobre sua tramitação. A decisão foi publicada nesta terça-feira (9), após a Polícia Federal solicitar orientação sobre o procedimento.
De acordo com a PF, a investigação apura a suspeita de que Paulinho teria obtido R$ 100 mil por mês para repassar a uma organização criminosa listas com informações de trabalhadores demitidos. Esses dados seriam utilizados como base para a abertura de ações trabalhistas consideradas fraudulentas.
Discussão sobre foro privilegiado travou o processoO impasse começou em 2023, quando a Polícia Federal questionou se o inquérito deveria permanecer no STF, já que Paulinho estava sem mandato e, portanto, sem prerrogativa de foro. No mesmo ano, porém, ele retornou à Câmara como suplente, após o Tribunal Superior Eleitoral cassar o mandato do deputado Marcelo Lima (Solidariedade-SP). Desde então, o caso ficou parado aguardando manifestação do Supremo.
Com a nova decisão, Mendonça determinou o envio dos autos para a Procuradoria-Geral da República, que agora deve decidir sobre os próximos passos — entre eles, eventual denúncia ou a solicitação de novas diligências.
Caso avança enquanto deputado assume protagonismo em pauta nacionalA retomada do inquérito ocorre no mesmo período em que Paulinho desempenha papel central no debate político, atuando como relator do PL da Dosimetria. A proposta, que reduz penas impostas a condenados pelos atos de 8 de janeiro, foi aprovada pela Câmara na madrugada desta quarta-feira (10), por 291 votos a 148.
Ao defender o texto, o deputado declarou:
“Temos que sair dessa polarização. O que atrapalha o país é essa polarização, é um querendo matar o outro. (…) Virar essa página é exatamente o que o povo quer.”