Mais Médicos começa a pagar bônus a profissionais com longa permanência
Incentivo financeiro beneficia médicos que atuam de forma contínua em áreas vulneráveis desde a retomada do programa, em 2023.
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Os médicos que atuam no Programa Mais Médicos de forma ininterrupta por quatro anos já começaram a receber o bônus de permanência, indenização criada para estimular a fixação de profissionais em regiões de maior vulnerabilidade social. O benefício foi regulamentado pelo Ministério da Saúde, com base na Lei nº 14.621/2023.
A medida contempla profissionais que permaneceram no programa desde a retomada da iniciativa, em 2023, atuando em localidades de difícil provimento. O bônus reconhece a continuidade do trabalho médico nessas regiões e busca reduzir a rotatividade de profissionais na atenção primária.
Para 2026, a previsão do Ministério da Saúde é de até R$ 288 milhões destinados ao pagamento da indenização, com potencial de alcançar cerca de 12 mil médicos. O valor é calculado como um adicional entre 10% e 20% da bolsa mensal do programa, atualmente fixada em R$ 12.426, acumulado ao longo dos 48 meses de atuação contínua.
No caso de médicos formados com financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o incentivo pode chegar a 80% do valor da bolsa, desde que a atuação ocorra nos territórios definidos em portaria específica do Ministério da Saúde.
A política de bonificação tem como objetivo fortalecer a presença permanente de médicos em áreas remotas, ampliar a equidade na distribuição de profissionais pelo país e assegurar a continuidade do atendimento à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa também segue recomendações internacionais da OPAS e da OMS sobre retenção de profissionais em regiões vulneráveis.
Segundo o ministério, a regulamentação publicada no fim de 2025 estabelece critérios nacionais padronizados para a concessão do benefício, reforçando a previsibilidade e a transparência do programa. As regras estão previstas nas portarias SGTES/MS nº 169/2025 e SGTES/MS nº 172/2026.