Fungo sexual contagioso acende alerta global
Casos do Trichophyton mentagrophytes tipo VII foram identificados na Europa, América do Norte e Oriente Médio, e autoridades tratam avanço como potencial ameaça à saúde pública.
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Autoridades de saúde monitoram o avanço do Trichophyton mentagrophytes tipo VII (TMVII), fungo descrito como “altamente contagioso” e associado à transmissão por contato pele a pele, inclusive durante relações sexuais. Registros já foram confirmados na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e em regiões do Oriente Médio.
O TMVII é um dermatófito, fungo microscópico que se alimenta de pele morta, cabelo e unhas. Quando atinge a região genital, a infecção é conhecida popularmente como coceira na virilha.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com a pele infectada. Também pode acontecer pelo compartilhamento de toalhas, roupas de cama ou peças de vestuário contaminadas.
Embora não seja considerada fatal, a infecção pode ser de difícil identificação e, em alguns casos, deixar cicatrizes ou danos permanentes na pele.
Sintomas e diagnósticoOs sintomas podem surgir até três semanas após o contágio.
A manifestação inicial costuma ser uma pequena mancha vermelha com coceira, que cresce gradualmente. Com a evolução, a área pode ficar escamosa, inflamada e dolorida.
As lesões podem aparecer no rosto, membros, virilha e pés.
O diagnóstico é feito por meio da coleta de amostra da pele afetada para análise laboratorial.
Casos em diferentes paísesNa Europa, os primeiros focos foram identificados na França em 2021. Posteriormente, houve registros na Alemanha e na Espanha.
Nos Estados Unidos, um surto foi confirmado em julho de 2025 no estado de Minnesota, elevando o número de casos para 13 desde então.
Inicialmente, as infecções estavam associadas a viagens ao Sudeste Asiático. Essa hipótese perdeu força após um caso nos EUA em que o paciente desenvolveu sintomas após viagem à Europa.
O infectologista Neil Stone, do University College London Hospitals, afirmou ao jornal britânico The Sun:
“Inevitavelmente, a doença vai se espalhar pelo mundo todo e cabe aos médicos reconhecê-la, realizar os testes apropriados e buscar aconselhamento de especialistas para o tratamento.”
Resistência antifúngica preocupaO avanço do TMVII ocorre em meio a um cenário global de preocupação com a resistência a antifúngicos.
Especialistas alertam que fungos patogênicos, como a cândida, têm apresentado maior dificuldade de tratamento.
Em 2022, a Organização Mundial da Saúde destacou que o aumento da resistência antifúngica tem “implicações importantes” para a saúde global.
Autoridades seguem monitorando os casos e reforçam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.