Diabetes pode dar sinais na pele, olhos e pés; saiba identificar

Alterações na visão, manchas na pele e feridas que demoram a cicatrizar podem indicar níveis elevados de glicose no sangue.

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O diabetes mellitus é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e interfere na forma como o organismo utiliza a glicose, principal fonte de energia das células. Embora muitos casos permaneçam sem sintomas por anos, o corpo costuma emitir sinais de alerta que podem surgir na pele, nos olhos e até nos pés.

Reconhecer essas manifestações precocemente é fundamental para evitar complicações graves e garantir um diagnóstico mais rápido.

Pele pode apresentar sinais antes do diagnóstico

A pele é um dos órgãos que mais frequentemente refletem alterações provocadas pelo diabetes. Em alguns pacientes, os sintomas surgem antes mesmo da confirmação da doença.

Um dos sinais mais conhecidos é a acantose nigricans, caracterizada pelo aparecimento de manchas escuras, espessas e com aspecto aveludado em regiões de dobras, como pescoço, axilas e virilha.

A condição costuma estar associada à resistência à insulina, um dos principais fatores relacionados ao desenvolvimento do diabetes tipo 2.

Outro sintoma frequente é o ressecamento excessivo da pele. Quando os níveis de glicose permanecem elevados, o organismo perde mais líquidos, favorecendo a desidratação e deixando a pele seca, áspera e com coceira.

Além disso, pessoas com diabetes apresentam maior predisposição a infecções cutâneas, incluindo:

  • Micoses;
  • Frieiras;
  • Furúnculos;
  • Infecções recorrentes nas pálpebras;
  • Feridas de difícil cicatrização.
Visão embaçada pode ser um alerta

Os olhos também podem ser afetados pelas alterações da glicemia.

Um dos sintomas mais comuns é a visão embaçada ou turva, que ocorre porque o excesso de açúcar no sangue altera temporariamente o formato do cristalino, estrutura responsável por focalizar as imagens.

Como consequência, a visão pode perder nitidez e apresentar oscilações ao longo do dia.

Quando o diabetes permanece sem controle por longos períodos, existe risco de desenvolvimento da Retinopatia Diabética, uma das principais causas de perda visual em adultos.

A doença afeta os vasos sanguíneos da retina e pode provocar:

  • Manchas escuras no campo visual;
  • Dificuldade para enxergar detalhes;
  • Visão borrada persistente;
  • Perda progressiva da visão.

Sem tratamento adequado, a condição pode evoluir para cegueira permanente.

Pés exigem atenção especial

Os pés estão entre as regiões mais vulneráveis às complicações do diabetes.

Isso acontece principalmente devido à Neuropatia Diabética, que provoca danos aos nervos periféricos.

Com a redução da sensibilidade, o paciente pode não perceber pequenos cortes, bolhas, queimaduras ou machucados.

Outro fator importante é a diminuição da circulação sanguínea nas extremidades. O excesso de glicose favorece alterações nos vasos sanguíneos, dificultando a chegada de sangue aos pés e comprometendo a cicatrização.

A combinação desses fatores aumenta o risco do chamado Pé Diabético, condição que pode causar:

  • Úlceras profundas;
  • Infecções graves;
  • Necrose dos tecidos;
  • Necessidade de amputação em casos mais avançados.
Sintomas clássicos também merecem atenção

Além das alterações na pele, olhos e pés, o diabetes costuma provocar sintomas bastante conhecidos, como:

  • Sede excessiva;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Fome constante;
  • Cansaço frequente;
  • Perda de peso sem explicação;
  • Cicatrização lenta de feridas.

Ao perceber qualquer um desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico para avaliação clínica e realização de exames laboratoriais.

O diagnóstico precoce e o controle adequado da glicemia são fundamentais para reduzir o risco de complicações e garantir melhor qualidade de vida aos pacientes.