Dormir pouco e ficar muito tempo sentado podem afetar o colesterol

Hábitos comuns da rotina, como longos períodos de inatividade, sono insuficiente e alguns padrões alimentares, podem estar associados a alterações no LDL, HDL e triglicerídeos.

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O controle do colesterol não depende apenas da alimentação. Tempo excessivo sentado, poucas horas de sono e determinados hábitos alimentares também podem interferir no perfil de gorduras no sangue e na saúde cardiovascular.

O colesterol participa de funções importantes no organismo, como a produção de hormônios, vitamina D e ácidos biliares. O problema ocorre quando o LDL, conhecido como colesterol “ruim”, permanece elevado, condição que pode favorecer o acúmulo de placas nas artérias e aumentar o risco de problemas cardiovasculares.

Além de fatores genéticos e de determinadas condições de saúde, alguns comportamentos cotidianos também podem influenciar os níveis de LDL, HDL e triglicerídeos.

Muito tempo sentado

Mesmo pessoas que praticam exercícios podem permanecer sentadas durante grande parte do dia por causa do trabalho, estudo ou outras atividades. Segundo especialistas citados pela publicação EatingWell, passar muitas horas sentado pode estar relacionado à redução do HDL, o chamado colesterol “bom”, além de interferir no metabolismo das gorduras.

Uma das estratégias para reduzir os períodos de inatividade é fazer pequenas pausas ao longo do dia. Levantar para caminhar, buscar água ou realizar outras tarefas ajuda a interromper longos períodos sentado. Essas pausas podem ser associadas a uma rotina regular de exercícios.

Poucas horas de sono

A qualidade e a duração do sono também aparecem entre os fatores relacionados ao perfil lipídico. Algumas pesquisas citadas pelos especialistas associam menos de seis horas de sono por noite a níveis mais elevados de LDL. Um descanso de baixa qualidade também pode estar relacionado a alterações nos triglicerídeos.

A relação, porém, envolve outros fatores. Alimentação, atividade física, estresse e condições de saúde também podem interferir tanto no sono quanto nos resultados dos exames.

Manter horários regulares para dormir e acordar e diminuir o contato com celulares, computadores e outros estímulos próximo ao horário de descanso estão entre as medidas indicadas para organizar a rotina noturna.

E pular o café da manhã?

Alguns estudos também relacionam o hábito de pular o café da manhã a alterações no perfil de colesterol, principalmente em determinadas populações, como pessoas com obesidade ou com baixos níveis de atividade física. Isso não significa, entretanto, que deixar de fazer essa refeição seja, isoladamente, responsável pelo colesterol elevado.

A qualidade da alimentação ao longo de todo o dia também deve ser considerada. Entre as opções citadas para compor refeições mais nutritivas estão aveia e outros alimentos ricos em fibras, frutas, sementes, oleaginosas, ovos e outras fontes de proteína, além de alimentos com gorduras insaturadas.

O que pode ajudar no controle

A prática regular de atividade física está entre as medidas que podem contribuir para a saúde cardiovascular. Caminhada, corrida, dança e natação são algumas das atividades mencionadas. A alimentação também tem papel importante, e fibras solúveis, como a beta-glucana presente na aveia, podem auxiliar na redução do LDL quando fazem parte de uma dieta equilibrada.

Reduzir o tempo de sedentarismo e manter uma rotina adequada de sono complementam esses cuidados. O colesterol elevado, porém, não depende apenas do estilo de vida. Idade, histórico familiar, outras condições de saúde e uso de medicamentos também podem influenciar os resultados. Alterações identificadas em exames devem ser avaliadas por um profissional de saúde.