O Governo Federal iniciou as ações da missão humanitária brasileira na Venezuela, após o terremoto de grande magnitude que atingiu o país nesta semana. Logo no primeiro dia, equipes concentraram esforços em operações de busca e salvamento em áreas severamente afetadas.
Instalados em uma base improvisada na região de Los Corales, profissionais do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), bombeiros militares e técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) atuam diretamente no apoio às autoridades locais.
Ao todo, foram enviados cerca de dez toneladas de equipamentos, além de viaturas, estrutura de comunicação e equipes especializadas. O cenário encontrado é considerado crítico, com prédios destruídos, falta de energia, escassez de água e milhares de pessoas fora de suas casas.
Reforço na operação
Para ampliar a capacidade de atendimento, o Brasil também enviará uma unidade avançada de trauma da Marinha, com estrutura de hospital de campanha, além de militares e purificadores de água para atender a população afetada.
A missão é coordenada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, que atua em conjunto com equipes internacionais no resgate de vítimas sob escombros.
Impactos no Brasil
O terremoto também foi sentido em estados da região Norte do país, como Pará, Amazonas, Amapá e Roraima. Apesar dos tremores e da evacuação preventiva de edifícios em Belém, não houve registro de vítimas ou danos estruturais significativos em território brasileiro.
A operação segue em ritmo intensificado, considerada uma corrida contra o tempo diante da dimensão da tragédia.