O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Federal, o Ministério da Fazenda e a Receita Federal, em parceria com outros órgãos, deflagraram nesta quinta-feira (28) as operações Quasar, Tank e Carbono Oculto para combater fraudes bilionárias no setor de combustíveis.
As ações resultaram no cumprimento de mais de 400 mandados judiciais, incluindo seis de prisão, além de buscas e apreensões em oito estados. A Justiça determinou o bloqueio e sequestro de R$ 3,2 bilhões em bens e valores. As investigações apontam que os grupos criminosos movimentaram cerca de R$ 140 bilhões de forma ilícita.
As operações são fruto da criação do Núcleo de Combate ao Crime Organizado, instituído em janeiro pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Em coletiva, o ministro classificou a ação como histórica. “Trata-se de uma das maiores operações da história brasileira e eu ousaria dizer também que é uma das maiores operações em termos mundiais, graças ao entrosamento da Polícia Federal, dos órgãos fazendários, da Receita Federal, com a colaboração também de outros órgãos como o Ministério Público de vários estados, aos quais agradecemos”, afirmou.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que o bloqueio de patrimônio é uma forma de impedir a continuidade das atividades criminosas. Já o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ressaltou a integração entre os órgãos. “O ministro Lewandowski demonstra, mais uma vez, a capacidade de cooperação e integração entre diferentes agências para que conseguíssemos fazer simultaneamente a deflagração dessas três importantes operações”, disse.
A subsecretária da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, reforçou que a atuação conjunta é essencial para evitar que o crime organizado se confunda com a economia formal.
Investiga uma rede de lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta que usava fundos de investimento para blindagem patrimonial, com indícios de ligação a facções. Foram bloqueados cerca de R$ 1,2 bilhão.
Focada no Paraná, identificou esquema que movimentou R$ 23 bilhões desde 2019 por meio de empresas e postos de combustíveis. O grupo usava depósitos fracionados, laranjas e fraudes contábeis. Foram bloqueados mais de R$ 1 bilhão em bens.
Revelou esquema nacional de fraudes e lavagem de dinheiro, com movimentação de R$ 52 bilhões em postos de combustíveis e R$ 46 bilhões em fintechs. Foram bloqueados mais de R$ 1 bilhão em ativos, incluindo usinas, terminais portuários, imóveis de luxo e frotas de caminhões.