Lula confirma encontro com Trump e promete conversa direta sobre tarifas e sanções

O presidente afirmou que discutirá comércio, sanções e meio ambiente em reunião prevista para domingo (26), na Malásia, durante a Cúpula da ASEAN.

Por Redação NX Notícias-
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Lula confirma encontro com Trump e promete conversa direta sobre tarifas e sanções
Imagem: Reprodução/Instagram | Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta sexta-feira (24), em coletiva na Indonésia, que o encontro com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump está praticamente acertado. A reunião deve ocorrer no domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a Cúpula da ASEAN, e será o primeiro teste da relação entre os dois governos desde o aumento de 50% nas tarifas sobre produtos brasileiros, imposto por Washington.

“Não há assunto proibido. Vamos conversar sobre tudo”, declarou Lula, destacando que pretende abordar temas como comércio bilateral, as tarifas americanas e as sanções impostas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente também pretende discutir ataques americanos a embarcações na costa da Venezuela e questões ambientais, incluindo as expectativas para a COP 30 e a perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas.

Fontes do Itamaraty afirmam que o encontro com Trump é considerado prioridade na agenda de reuniões bilaterais de domingo. Embora ainda falte confirmação oficial dos dois governos, o clima é de otimismo. Lula ressaltou que o diálogo será franco e pessoal. “Podemos dizer o que quisermos — e ouvir o que não quisermos. Estou convencido de que será bom para o Brasil e para os Estados Unidos.”

Desde setembro, Lula e Trump têm se aproximado politicamente. Eles já trocaram cumprimentos na Assembleia da ONU e mantiveram uma conversa de 30 minutos por telefone, mediada pelas diplomacias dos dois países. O chanceler Mauro Vieira também se reuniu recentemente com o secretário de Estado americano Marco Rubio, em mais um sinal de reaproximação.

Ao ser questionado pelo correspondente internacional Felippe Coaglio, Lula reforçou o valor do contato direto. “Sempre disse que, quando Trump quisesse conversar, o Brasil estava à disposição. A relação humana é química. Fazer reunião digital não é a mesma coisa. É olhar no olho, pegar na mão, abraçar.”

A viagem de Lula pela Ásia integra a estratégia do governo de recolocar o Brasil no centro das discussões internacionais. Antes de chegar à Malásia, o presidente esteve na Indonésia, onde se encontrou com Prabowo Subianto, e deve seguir para reuniões com líderes de países da ASEAN, como Filipinas, Tailândia, Singapura e Vietnã.

Na quinta-feira (23), Lula voltou a defender a criação de uma moeda alternativa ao dólar para transações comerciais entre países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O tema, visto com ceticismo por Trump, deve ser um dos pontos mais delicados da conversa entre os dois líderes.


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