PT vai ao TSE contra Flávio e Zema por vídeos com IA

Partido questiona suposta propaganda antecipada ligada a conteúdos digitais e adesivos para 2026.

Por Redação NX Notícias-
2 Min

PT vai ao TSE contra Flávio e Zema por vídeos com IA
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Partido dos Trabalhadores (PT), junto com PCdoB e PV, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador Romeu Zema (Novo) e parlamentares do PL por suposta propaganda eleitoral antecipada.

A ação cita vídeos produzidos com uso de inteligência artificial e a circulação de adesivos com a frase “Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026”. Segundo o PT, os conteúdos divulgados nas redes sociais associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à criminalidade por meio de simulações visuais, o que ultrapassaria os limites da crítica política antes do período oficial de campanha.

Na petição, o partido afirma: “Há clara vinculação do nome do presidente da República e pré-candidato à reeleição ao mesmo cargo à criminalidade, com a pecha de ladrão”.

Também foram citados na ação a deputada Bia Kicis (PL-DF) e os senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Rogério Marinho (PL-RN), além do ex-ministro Gilson Machado.

Debate sobre Carnaval e recursos públicos

A ação foi protocolada dias após desfile de escola de samba na Marquês de Sapucaí homenagear o presidente Lula durante o Carnaval. As escolas do Grupo Especial recebem recursos públicos para realização dos desfiles.

Críticos apontaram possível conotação política na apresentação. Já o PT sustenta que os vídeos com IA divulgados por adversários têm caráter eleitoral e propagam informações falsas.

Posicionamento de Zema

Romeu Zema também foi incluído na ação por publicações críticas a Lula. Ele declarou que os vídeos buscavam “recordar passagens marcantes da carreira de Lula que foram esquecidos no desfile do Sambódromo”.

O governador acrescentou: “Lula acha normal que uma escola de samba use dinheiro público para fazer campanha a seu favor, mas fica nervoso quando alguém lembra sua verdadeira trajetória”.

Disputa antecipada

O caso evidencia o início do embate político envolvendo as eleições de 2026. Caberá ao TSE analisar se os conteúdos configuram propaganda eleitoral antecipada ou se estão protegidos pela liberdade de expressão.


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