Anvisa alerta para risco hepático em suplementos com cúrcuma

Agência aponta casos raros de inflamação e danos ao fígado ligados a extratos concentrados e cápsulas.

Por Redação-
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Anvisa alerta para risco hepático em suplementos com cúrcuma
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou alerta de farmacovigilância sobre medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma, conhecida popularmente como açafrão.

Segundo a agência, investigações internacionais identificaram casos raros, porém graves, de inflamação e lesões no fígado associadas ao uso de cápsulas e extratos concentrados da substância.

De acordo com o comunicado, o risco está relacionado principalmente a formulações que aumentam significativamente a absorção da curcumina pelo organismo.

Alertas internacionais

Órgãos reguladores da Itália, Austrália, Canadá e França também emitiram comunicados após registro de casos de intoxicação hepática vinculados ao consumo de suplementos com cúrcuma.

Na França, a agência sanitária local identificou dezenas de relatos de efeitos adversos, incluindo casos de hepatite.

Uso culinário não está incluído

A Anvisa destacou que o alerta não envolve o uso da cúrcuma como tempero alimentar.

Segundo a agência, o pó utilizado na culinária é considerado seguro, pois não há evidências de risco quando consumido como alimento.

A diferença está na concentração e na tecnologia empregada nos suplementos e medicamentos, que elevam a absorção da substância.

Sinais de alerta

A Anvisa orienta atenção a sintomas como:

  • Pele ou olhos amarelados (icterícia)

  • Urina escura

  • Cansaço excessivo sem causa aparente

  • Náuseas e dores abdominais

Nesses casos, a recomendação é interromper o uso e buscar avaliação médica.

Eventos adversos podem ser notificados no sistema VigiMed (para medicamentos) e no e-Notivisa (para suplementos).

Medidas adotadas

A agência determinou a atualização das bulas dos medicamentos Motore e Cumiah, que contêm cúrcuma, com inclusão de avisos de segurança.

Para suplementos, a Anvisa informou que vai reavaliar o uso da substância e exigir advertências obrigatórias nos rótulos sobre possíveis efeitos adversos.


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