O Ministério da Saúde do Brasil ampliou o uso da membrana amniótica nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), incorporando a tecnologia para novos tratamentos.
A decisão foi tomada após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e formalizada por portarias publicadas nesta semana.
O material passa a ser utilizado em transplantes para tratamento de feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares.
A membrana amniótica é um tecido obtido durante o parto e aplicado na medicina regenerativa por suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes.
No caso do pé diabético, estudos apontam que o uso do material pode acelerar a cicatrização em até duas vezes, em comparação aos métodos tradicionais.
A expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados por ano com a nova aplicação no SUS.
A tecnologia já vinha sendo utilizada na rede pública desde 2025, principalmente em tratamentos de queimaduras extensas.
Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação do uso deve contribuir para reduzir complicações, infecções e tempo de internação hospitalar.
“Estamos garantindo mais opções terapêuticas para a assistência, beneficiando pacientes com uma chance de recuperação mais ágil, com a redução das possíveis complicações e infecções. Isso significa menos internações prolongadas, menores custos hospitalares e mais qualidade de vida”, destacou a secretária Fernanda De Negri.
No campo oftalmológico, o material auxilia na recuperação de lesões na superfície ocular, contribuindo para redução da dor e melhora da visão, especialmente em casos mais graves.