O Brasil registrou um aumento significativo no número de investigações por corrupção eleitoral na última década. Dados da Polícia Federal mostram que o volume de inquéritos passou de 117 em 2016 para 2.283 em 2024.
O crescimento representa quase 20 vezes mais apurações no período, segundo levantamento obtido por meio da Lei de Acesso à Informação.
Mais de 7 mil investigações em dez anos.
Ao todo, foram instaurados mais de 7.600 inquéritos relacionados à compra de votos nos últimos dez anos.
A média é de cerca de duas novas investigações por dia, o que evidencia a persistência desse tipo de prática no cenário eleitoral.
Prática antiga ainda persiste.
A troca de benefícios por votos não é recente no país e já era registrada desde décadas passadas.
Mesmo com avanços no sistema eleitoral, casos continuam sendo identificados em diferentes regiões.
Formas de corrupção variam.
As investigações apontam que a compra de votos ocorre por meio de diferentes estratégias.
Entre elas estão oferta de dinheiro, cestas básicas, combustível, materiais de construção, além de promessas de emprego e serviços.
Especialistas indicam que essas práticas, muitas vezes, exploram situações de vulnerabilidade social.
Interior concentra maior número de casos.
Segundo os dados, apenas uma pequena parcela dos inquéritos ocorre em capitais.
A maior parte das investigações está concentrada em cidades do interior e regiões metropolitanas, atingindo cerca de 30% dos municípios brasileiros.
Legislação prevê punições severas.
De acordo com o Código Eleitoral Brasileiro, a compra e venda de votos é crime.
A lei prevê pena de até quatro anos de prisão, além de multa, cassação de mandato e inelegibilidade por até oito anos.