Sentir falta de ar ao subir escadas ou realizar pequenos esforços nem sempre é consequência da falta de condicionamento físico. O sintoma pode ser um dos primeiros sinais da insuficiência cardíaca, doença que afeta aproximadamente 1,7 milhão de brasileiros e que ganha destaque nesta quinta-feira (9), Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca.
A doença ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente, comprometendo o funcionamento do organismo. Como consequência, o paciente pode apresentar cansaço frequente, dificuldade para respirar, fadiga muscular e inchaço causado pela retenção de líquidos.
Segundo especialistas da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), esses sintomas costumam ser confundidos com sinais do envelhecimento ou do sedentarismo, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento.
A insuficiência cardíaca geralmente surge como consequência de outros problemas cardiovasculares, como infarto, hipertensão, arritmias ou doenças do músculo do coração. Sem acompanhamento adequado, a condição pode evoluir e aumentar o risco de internações e complicações graves.
O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica e pode ser confirmado com exames como ecocardiograma, radiografia de tórax e exames de sangue, que ajudam a identificar alterações no funcionamento do coração.
Embora não tenha cura em muitos casos, a insuficiência cardíaca pode ser controlada com medicamentos, acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida. A prática de atividade física orientada, a alimentação equilibrada e a continuidade do tratamento são fundamentais para reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia também destaca que interromper o tratamento está entre as principais causas de agravamento da doença, aumentando o risco de novas internações.
As orientações atualizadas sobre o tratamento da insuficiência cardíaca deverão integrar a nova diretriz da SBC, prevista para ser apresentada em outubro durante o Congresso Brasileiro de Cardiologia.