O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou a substituição gradual da insulina NPH pela insulina glargina para parte dos pacientes com diabetes. A mudança beneficia, inicialmente, crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 70 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Considerada uma insulina de ação prolongada, a glargina oferece um controle mais estável dos níveis de glicose no sangue e, na maioria dos casos, necessita de apenas uma aplicação por dia, reduzindo a frequência de injeções em comparação a outros esquemas de tratamento.
Segundo o Ministério da Saúde, o fornecimento do medicamento será feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mediante avaliação da equipe de saúde e apresentação de prescrição médica.
Além de facilitar o tratamento, a nova insulina pode contribuir para reduzir episódios de hipoglicemia, aumentar a adesão dos pacientes ao tratamento e proporcionar mais segurança e qualidade de vida.
Para viabilizar a implantação da medida, o Ministério da Saúde já iniciou a distribuição dos insumos aos estados. Até o momento, mais de 254 mil tubetes de insulina glargina e mais de 52 mil canetas reutilizáveis para aplicação do medicamento foram enviados a parte do país. A expectativa é que todos os estados recebam os materiais até o fim de julho.
Os pacientes que se enquadram nos critérios ou seus responsáveis devem procurar a UBS mais próxima com a receita médica. Após avaliação clínica, a equipe multiprofissional poderá indicar a substituição da insulina utilizada atualmente pela nova opção terapêutica.
Além do medicamento, os pacientes receberão caneta reutilizável para aplicação, válida por até três anos, e orientações sobre a forma correta de uso, armazenamento e aplicação da insulina.
A transição será realizada de forma gradual em todo o país para garantir segurança durante a adaptação ao novo tratamento.