Casos de vírus respiratório em bebês caem mais de 80% em Teresina

FMS atribui redução à imunização de gestantes e ao fortalecimento das ações de prevenção contra infecções respiratórias.

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Casos de vírus respiratório em bebês caem mais de 80% em Teresina
Foto: ASCOM FMS

Teresina apresentou uma queda expressiva nos casos provocados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente causador de bronquiolite e uma das principais causas de pneumonia em crianças pequenas. Os dados são da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e mostram uma redução superior a 80% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado.

Levantamento realizado pelo Laboratório Central (Lacen) aponta que, entre janeiro e junho deste ano, foram confirmadas 39 infecções pelo VSR, enquanto no mesmo intervalo de 2025 o número chegou a 208 casos.

O reflexo também foi percebido nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) relacionadas ao vírus. As notificações passaram de 100 para 19 casos, mantendo uma redução semelhante. As crianças com menos de um ano continuam sendo o grupo mais afetado pela doença, concentrando a maior parte das ocorrências.

Para a FMS, o resultado está diretamente ligado ao reforço das estratégias de proteção adotadas nos últimos meses. Uma delas foi a inclusão da vacina contra o VSR para gestantes no Calendário Nacional de Vacinação, medida implantada no fim de 2025. Em Teresina, a cobertura alcançou 80,49%, índice acima da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Ao ser vacinada durante a gestação, a mãe transmite anticorpos ao bebê ainda na gravidez, oferecendo proteção justamente nos primeiros meses de vida, fase em que o risco de complicações respiratórias é maior.

Outra medida que ampliou a proteção foi a oferta do nirsevimabe pelo Sistema Único de Saúde (SUS), disponível na rede municipal desde fevereiro deste ano. O medicamento é destinado a bebês prematuros e crianças menores de dois anos com condições clínicas que aumentam o risco de desenvolver formas graves da infecção.

Além da imunização, a Fundação destaca que a redução dos casos também reflete o conjunto de ações preventivas adotadas pela população e pelos serviços de saúde, além do comportamento natural da circulação dos vírus respiratórios.

Segundo a diretora interina de Vigilância em Saúde da FMS, Oriana Bezerra, a combinação entre vacinação, prevenção e monitoramento epidemiológico foi fundamental para diminuir tanto a circulação do vírus quanto os casos graves registrados no município.


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