Ministério da Saúde avalia incorporar PrEP injetável ao SUS

Tecnologia de longa duração será analisada pela Conitec em agosto e poderá reforçar as estratégias de prevenção no país.

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Ministério da Saúde avalia incorporar PrEP injetável ao SUS
Divulgação

O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá ampliar as formas de prevenção ao HIV com a oferta da PrEP injetável de longa duração, aplicada a cada dois meses. A incorporação da tecnologia será analisada em agosto pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, realizada pela primeira vez na América do Sul. No evento, o governo também apresentou dados sobre os avanços do Brasil na prevenção, no diagnóstico e no tratamento da infecção pelo HIV.

A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é indicada para pessoas que não vivem com o vírus, mas apresentam maior risco de infecção. Atualmente, o SUS já disponibiliza a versão oral do medicamento, acompanhada por equipes de saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, 356 mil pessoas já iniciaram o uso da PrEP oral desde que ela passou a ser oferecida na rede pública. Caso seja aprovada, a versão injetável ampliará as opções de prevenção disponíveis, permitindo que o método mais adequado seja escolhido de acordo com as necessidades de cada paciente.

A pasta informou que a avaliação da nova tecnologia considera critérios técnicos, científicos, econômicos e também o impacto do acesso para a população.

Além da análise da PrEP injetável, o Ministério acompanha pesquisas voltadas ao desenvolvimento de medicamentos de ação prolongada, incluindo projetos conduzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com instituições privadas.

Estratégias já disponíveis

Atualmente, o SUS oferece diferentes formas de prevenção ao HIV, entre elas:

  • preservativos;
  • gel lubrificante;
  • PrEP oral;
  • PEP (Profilaxia Pós-Exposição);
  • testagem rápida;
  • autoteste para HIV.

A rede pública também disponibiliza tratamento com medicamentos antirretrovirais, acompanhamento clínico, exames laboratoriais e atendimento multiprofissional às pessoas que vivem com o vírus.


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