A menina de 3 anos e o irmão, um bebê de 4 meses, vítimas de um caso de abuso sexual investigado pela Polícia Civil em Ribeirão Preto (SP), estão acolhidos em um abrigo e sob proteção do Conselho Tutelar. As crianças chegaram a ser entregues inicialmente a familiares do padrasto, mas foram posteriormente encaminhadas ao serviço de acolhimento institucional.
Segundo o Conselho Tutelar, os irmãos estão em segurança e recebem acompanhamento e assistência adequados, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O pai biológico da menina, morador de Paranapanema (SP), na região de Itapetininga, esteve em Ribeirão Preto após tomar conhecimento do caso. De acordo com a delegada responsável pela investigação, ele não tinha conhecimento dos abusos e ficou profundamente abalado com as informações.
“Ele não imaginava o que estava acontecendo com a filha. Está muito emocionado. A criança também não entende a situação. Foi retirada de casa, não está com a mãe, nem com o padrasto, e ainda não pode ficar com o pai. Estamos fazendo uma força-tarefa para viabilizar um parecer positivo para que ela fique com ele”, afirmou a delegada.
O pai já foi orientado sobre os procedimentos legais e deu entrada na documentação necessária para solicitar a guarda da filha.
As investigações tiveram início após uma denúncia feita por um homem que mantinha um relacionamento extraconjugal com a mãe da criança havia cerca de seis meses. Conforme o boletim de ocorrência, ele relatou à polícia que convivia com as crianças e passou a estranhar o comportamento da menina, que demonstrava medo, acordava assustada durante a noite e pedia para “parar”.
O denunciante também informou que o padrasto resistia em matricular a criança na creche, alegando que ele próprio cuidaria dela.
Com base nas informações, policiais civis foram até a residência da família e prenderam o padrasto, que estava com a criança e o bebê no momento da abordagem. A mãe foi presa posteriormente em seu local de trabalho. Todo o material encontrado nos celulares do casal foi apreendido e será submetido à perícia técnica.
O padrasto está detido na Cadeia de Santa Rosa de Viterbo. A mãe permanece presa em Ribeirão Preto, aguardando transferência para uma penitenciária da região. Ambos tiveram a prisão convertida em preventiva e devem responder pelos crimes de estupro de vulnerável, divulgação de cenas de sexo e exploração sexual infantil, conforme a legislação brasileira.