Piloto preso em Congonhas liderava rede de exploração sexual infantil

Investigação aponta que suspeito pagava familiares das vítimas para ter acesso a meninas e obter imagens dos abusos.

Por Redação-
2 Min

Piloto preso em Congonhas liderava rede de exploração sexual infantil
Polícia Civil-SP

A Polícia Civil de São Paulo informou que o piloto preso no Aeroporto de Congonhas, na segunda-feira (9), é apontado como líder de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. A conclusão foi apresentada durante entrevista coletiva concedida na manhã desta terça-feira.

De acordo com as investigações, o suspeito utilizava pagamentos em dinheiro e benefícios materiais para obter acesso às vítimas, contando com a conivência direta de familiares, incluindo mães e avós. Na operação que resultou na prisão do piloto, batizada de Apertem os Cintos, duas mulheres também foram presas por envolvimento nos crimes.

Segundo a apuração policial, uma das presas é uma avó que permitiu o abuso de três netas, enquanto a outra é uma mãe que tinha conhecimento das agressões sofridas pela própria filha e colaborava com o criminoso, inclusive enviando imagens e vídeos da menor.

A polícia afirma que o piloto mantinha contato direto com as responsáveis pelas vítimas e deixava claro seu interesse em crianças. Em troca de fotos e vídeos, realizava pagamentos que variavam entre R$ 30 e R$ 100, além de custear despesas das famílias, como compra de medicamentos, pagamento de aluguel e aquisição de bens domésticos.

Até o momento, dez vítimas foram oficialmente identificadas, a maioria com idades entre 12 e 13 anos. No entanto, os investigadores afirmam que o número pode ser significativamente maior, já que o material apreendido indica a presença de dezenas de outras crianças em registros armazenados no celular do suspeito.

O caso segue sob investigação, com foco na identificação de novas vítimas e no aprofundamento da responsabilidade criminal de todos os envolvidos. As crianças e adolescentes resgatados estão sendo encaminhados para atendimento especializado e acompanhamento psicológico, conforme os protocolos de proteção.


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