PF mira esquema que usava bets ilegais para lavar dinheiro do tráfico

Operação cumpre mandados em seis estados, bloqueia R$ 951 milhões em bens e investiga o uso de influenciadores na divulgação de plataformas clandestinas.

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PF mira esquema que usava bets ilegais para lavar dinheiro do tráfico
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Slots, que investiga um grupo suspeito de utilizar plataformas ilegais de apostas on-line para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas. A ação contou com apoio técnico da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda.

Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 951,1 milhões, além da apreensão de um imóvel de alto padrão e de veículos de luxo. Também foi determinada a suspensão das atividades das empresas investigadas e a proibição de que os envolvidos continuem promovendo sites de apostas considerados irregulares.

Segundo as investigações, o grupo recorria a influenciadores digitais para divulgar plataformas que operavam sem autorização para funcionar no Brasil. Para dificultar o rastreamento do dinheiro movimentado nas apostas, os investigados utilizavam empresas de fachada e estruturas financeiras consideradas suspeitas.

A Polícia Federal apura ainda que os investigados apresentavam patrimônio incompatível com a renda oficialmente declarada, reforçando as suspeitas de lavagem de dinheiro.

Outro ponto identificado pela investigação é que os sites exibiam símbolos e referências que simulavam autorização de funcionamento, utilizando elementos relacionados ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP) e ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). De acordo com a PF, as plataformas não possuíam autorização para operar no país.

Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária nos estados do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Sergipe, por determinação da 2ª Vara Criminal de Vitória (ES).

Os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro, organização criminosa, exploração ilegal de jogos de azar, tráfico de drogas e associação para o tráfico.


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