A defesa da influenciadora Deolane Bezerra informou que continuará recorrendo à Justiça após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negar um pedido de habeas corpus apresentado em favor da investigada. A informação foi confirmada pelo advogado Aury, integrante da equipe responsável pelo caso.
Em nota, os advogados afirmaram que receberam a decisão com tranquilidade, mas discordam do entendimento adotado pelo tribunal e garantiram que novas medidas judiciais serão adotadas para defender os direitos da cliente.
Segundo a defesa, o habeas corpus não buscava revogar a prisão preventiva nem discutir o mérito da investigação.
O objetivo era assegurar que Deolane, por ser advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), permanecesse custodiada em Sala de Estado-Maior ou em local com condições equivalentes, conforme prevê o Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994).
Os advogados sustentam que inspeções realizadas pela OAB constataram que a cela onde a influenciadora está presa não atende aos requisitos estabelecidos pela legislação. Apesar dos argumentos apresentados, o TJSP manteve a negativa do pedido.
Na manifestação, a equipe jurídica afirma que respeita a decisão judicial, embora não concorde com ela, e seguirá utilizando os recursos previstos em lei para buscar o reconhecimento da prerrogativa profissional e a liberdade da cliente.
A defesa também declarou que Deolane permanece colaborando com as autoridades e reafirmou a confiança de que sua inocência será demonstrada ao longo do processo.
Deolane Bezerra foi presa preventivamente durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Desde o início das investigações, a influenciadora nega qualquer irregularidade. O habeas corpus analisado pelo TJSP tratava exclusivamente das condições de sua custódia em razão da profissão de advogada, sem discutir a legalidade da prisão preventiva ou o andamento da investigação.
Com a decisão, Deolane permanece presa enquanto o processo continua em tramitação.