É comum que levantamentos sobre telefonia móvel apontem municípios com um número de linhas de celular superior ao total de habitantes. Embora o dado possa parecer contraditório, ele está relacionado à metodologia utilizada para calcular os indicadores do setor.
Os estudos consideram a quantidade de acessos móveis ativos registrados pelas operadoras de telefonia, e não o número de pessoas que utilizam o serviço. Por isso, um mesmo usuário pode ser contabilizado mais de uma vez.
Um acesso móvel corresponde a uma linha de telefonia celular cadastrada junto às prestadoras de serviços.
Na prática, uma única pessoa pode possuir diferentes linhas para finalidades distintas, como:
Os levantamentos são elaborados a partir do cruzamento entre o número de acessos móveis informados pelas operadoras e as estimativas populacionais produzidas pelos órgãos oficiais de estatística.
Dessa forma, o indicador representa a relação entre a quantidade de linhas ativas e a população estimada de cada município, sem indicar quantas pessoas utilizam efetivamente o serviço.
Municípios que recebem grande fluxo de turistas, estudantes ou trabalhadores temporários costumam apresentar um número elevado de acessos móveis.
Isso ocorre porque visitantes utilizam serviços de telefonia durante a permanência na cidade, contribuindo para o aumento do total de linhas ativas registradas pelas operadoras.
Os indicadores ajudam a acompanhar a distribuição dos acessos móveis e a utilização das redes de telecomunicações em diferentes regiões do país.
Especialistas ressaltam que, ao comparar esses dados com a população dos municípios, é importante considerar a metodologia utilizada, já que o levantamento mede linhas ativas, e não o número de usuários.
*Com informações da Agência Gov/via MCom