Pesquisas científicas apontam que não é a idade que nos faz parar de nos movimentar, mas o contrário: deixamos de nos mover e isso acelera o envelhecimento. O corpo precisa de força, equilíbrio, massa muscular e flexibilidade para enfrentar os efeitos do tempo. Sem isso, surgem dores, quedas, lesões e doenças.
Além dos ganhos físicos, os exercícios também beneficiam a saúde mental, fortalecem o cérebro e ajudam a combater a sarcopenia — perda de massa muscular ligada ao envelhecimento.
De acordo com o fisioterapeuta e treinador físico Andy Fata-Chan, existem sete exercícios que podem funcionar como um verdadeiro teste de longevidade. A recomendação é que, a partir dos 30 ou 40 anos, as pessoas procurem executá-los com regularidade e sem dor, o que é sinal de que estão cuidando bem do corpo.
Flexões de braço: além da força, indicam boa saúde cardiovascular. A meta é alcançar até 40 repetições seguidas.
Pendurado na barra: trabalha a força de pegada, associada diretamente à longevidade, além de melhorar postura e prevenir quedas.
Equilíbrio em uma perna: ficar 10 segundos sem apoio após os 50 anos reduz o risco de mortalidade. Fortalece pernas e abdômen.
Levantamento terra: fortalece toda a cadeia posterior, essencial para caminhar e correr sem dor, prevenindo lesões.
Agachamento com salto: preserva potência muscular e agilidade, que diminuem com o envelhecimento.
Pulo unipodal: saltar e pousar na mesma perna melhora estabilidade, equilíbrio e coordenação, além de proteger ossos e articulações.
Movimentos explosivos: mantêm coordenação e velocidade, prevenindo quedas comuns na terceira idade.
Segundo Fata-Chan, praticar esses exercícios de forma segura ajuda a manter a autonomia, a prevenir doenças e a garantir mais qualidade de vida com o passar dos anos.