Mais de 440 celulares são apreendidos em operação nacional nos presídios

Balanço parcial aponta que 3.540 policiais penais participaram das ações em 90 estabelecimentos prisionais. Ao todo, 2.868 celas foram revistadas entre os dias 21 e 24 de setembro.

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Mais de 440 celulares são apreendidos em operação nacional nos presídios
Divulgação/Ministério da Justiça

Uma operação nacional voltada à retirada de celulares e outros materiais ilícitos do sistema prisional apreendeu 442 aparelhos entre os dias 21 e 24 de setembro, até as 17h. Os números fazem parte do balanço parcial da nova edição da Operação MUTE.

Durante o período, 3.540 policiais penais participaram das ações em 90 estabelecimentos prisionais de diferentes estados. As equipes realizaram revistas em 2.868 celas.

As unidades envolvidas na operação abrigam 65.174 pessoas privadas de liberdade. As revistas são realizadas por policiais penais federais e estaduais e seguem informações de inteligência para direcionar as ações.

O trabalho tem como foco localizar e retirar celulares e outros materiais ilícitos, além de interromper comunicações proibidas dentro dos estabelecimentos prisionais.

Operação segue até esta sexta-feira

A Operação MUTE é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), e integra uma agenda nacional realizada entre os dias 21 e 25 de setembro.

A iniciativa envolve cooperação com os estados e apoio às secretarias de administração penitenciária, polícias penais e demais órgãos responsáveis pela gestão do sistema prisional. As atividades incluem compartilhamento de inteligência, apoio operacional, modernização tecnológica e capacitação dos policiais penais.

O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, destacou a atuação conjunta durante a operação.

“A Operação MUTE mostra a importância da atuação integrada entre a União e os estados para enfrentar o crime organizado a partir do sistema prisional. O foco é interromper comunicações ilícitas, retirar celulares e outros materiais proibidos das unidades e ampliar a capacidade de resposta dos policiais penais. É um trabalho orientado por inteligência, planejamento e cooperação, que fortalece a segurança prisional e contribui para a proteção das pessoas também fora dos muros”, afirmou o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

As ações ainda estão em andamento em vários estados e serão concluídas ao final desta sexta-feira (25). O balanço definitivo será divulgado após o encerramento das atividades.


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