O prejuízo acumulado da Correios alcançou R$ 6 bilhões até setembro deste ano — quase o triplo do registrado no mesmo período de 2024, quando a estatal já tinha acumulado mais de R$ 2 bilhões em perdas. O quadro foi agravado pela queda nas receitas, aumento de custos operacionais e obrigações judiciais e trabalhistas cada vez maiores.
Para evitar o colapso e garantir a continuidade dos serviços postais, o governo negocia com bancos públicos e privados um empréstimo de R$ 20 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional. A operação deve ser formalizada na próxima semana, segundo a direção da empresa.
O plano prevê a liberação do crédito em duas ou mais parcelas, para evitar que os recursos fiquem parados — o que geraria custos imediatos com juros. O pagamento do empréstimo terá prazo de 15 anos, com carência mínima de dois anos antes da amortização.
A estatal alega que o montante será essencial para reestruturar dívidas de curto prazo, reforçar caixa e permitir ajustes operacionais com o objetivo de recuperar a saúde financeira e evitar interrupção dos serviços de entregas e correspondências.