A Polícia Federal deu início, nesta segunda-feira (26), a uma nova etapa de oitivas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, no inquérito que investiga a negociação de ativos financeiros entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. A condução dos trabalhos ocorre por determinação do ministro Dias Toffoli, relator do caso.
Entre os primeiros convocados esteve Dario Oswaldo Garcia Júnior, responsável pela área de Finanças e Controladoria do BRB. Ele prestou esclarecimentos aos investigadores, mas os detalhes do depoimento permanecem sob sigilo, conforme decisão judicial.
Na sequência das oitivas, executivos e empresários vinculados ao Banco Master também foram chamados a depor. Um dos ouvidos, Alberto Felix de Oliveira, que atua como superintendente executivo de Tesouraria da instituição, decidiu não responder às perguntas, fazendo uso do direito constitucional ao silêncio.
A programação de depoimentos continua nesta terça-feira (27), com a oitiva de outros quatro investigados, entre dirigentes das duas instituições financeiras e sócios do conglomerado. Parte dos depoimentos deverá ocorrer de forma remota, por videoconferência.
A apuração busca esclarecer possíveis irregularidades na negociação de carteiras de crédito, incluindo suspeitas de gestão fraudulenta, uso indevido de informações privilegiadas, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
O processo tramita no STF devido à existência de um investigado com foro por prerrogativa de função, apontado como deputado federal. Até o momento, entretanto, não há confirmação oficial da participação do parlamentar nos fatos investigados.