A abertura do Seminário Economia do Audiovisual e Interseccionalidades reuniu, nesta segunda-feira (28), autoridades governamentais e especialistas do setor em torno de questões sobre o desenvolvimento cultural e industrial do audiovisual brasileiro. Além de apresentar um panorama atual da indústria cinematográfica nacional e as possibilidades de crescimento do setor, o evento apresentou novidades, como a inclusão do audiovisual no Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI).
“A indústria do audiovisual vai fazer parte do CNDI”, garantiu Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, após contar sobre o pleito da admissão do setor feito pelo Ministério da Cultura (MinC).
Além disso, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) celebrou uma cooperação técnica com o MinC para realização de um estudo mais amplo da indústria audiovisual, que aponte seu tamanho, localização, principais produtos, geração de emprego, participação do PIB e outros detalhes que forneçam a importância do setor para a economia nacional.
Como novo integrante da Nova Indústria Brasil, o setor audiovisual se destaca pela criatividade e necessidade da conservação da memória nacional. “O audiovisual mexe com a economia criativa, que hoje já é importantíssima e no futuro será muito mais. Já contamos com mais de 600 mil empregos neste setor no Brasil e a tendência é crescer ainda mais”, destacou Alckmin.
Na ocasião, o ministro ainda destacou a importância da elaboração de um Plano de Diretrizes e Metas do Audiovisual a cargo do MINC, assim como colocou à disposição os serviços da Apex. “É uma agência que tem duas missões: atrair investimentos para o Brasil e promover o nosso país lá fora. Então, conte com a Apex para a gente divulgar a nossa cultura, a nossa arte e poder ter mais espaço ainda no mundo todo”, argumentou.