O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste novamente sobre o caso envolvendo uma arma de fogo relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão foi publicada nesta quarta-feira (1º) e estabelece prazo de 48 horas para que tanto a PGR quanto a defesa do ex-presidente apresentem posicionamento sobre a apreensão de uma pistola calibre 9 mm e um carregador encontrados com um de seus seguranças.
Relatório da investigação
O despacho ocorre após a conclusão do inquérito conduzido pela Polícia Civil do Distrito Federal, que apurou possíveis irregularidades na posse de arma na residência de Bolsonaro, em Brasília.
No relatório final, a polícia optou por não indiciar o ex-presidente, entendendo que a arma estava devidamente registrada. O pedido de indiciamento foi direcionado apenas ao segurança, um militar do Exército.
Posicionamento da PGR
A PGR já havia se manifestado anteriormente, indicando que não identificava, naquele momento, falta grave na conduta de Bolsonaro. No entanto, o órgão sugeriu aguardar a conclusão das investigações para uma análise mais ampla.
Com a nova decisão, Moraes reforça a necessidade de um posicionamento definitivo sobre o caso, que segue em análise no STF.