O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, autorizou que a Advocacia-Geral da União atue na defesa do ministro Alexandre de Moraes em um processo judicial aberto nos Estados Unidos.
A ação foi apresentada por empresas ligadas ao setor de mídia digital em um tribunal da Flórida e questiona decisões do ministro relacionadas à atuação de plataformas na internet.
Diferente de um caso individual, Fachin entendeu que a situação envolve o exercício da função pública e pode impactar a atuação institucional do Judiciário brasileiro. Por isso, considerou legítima a participação da AGU como representante do Estado.
A autorização ocorreu após Moraes ser formalmente comunicado para responder às acusações. A defesa será conduzida com base no entendimento de que magistrados não podem ser responsabilizados pessoalmente por decisões tomadas no exercício do cargo.
Além do aspecto jurídico, o caso também tem repercussão internacional, já que envolve questionamentos sobre decisões judiciais brasileiras em ambiente digital e seus efeitos fora do país.
Nos bastidores, a movimentação é vista como parte de um cenário mais amplo de tensões envolvendo decisões do Judiciário brasileiro e plataformas estrangeiras, especialmente após medidas que resultaram na suspensão de serviços que descumpriram ordens judiciais no Brasil.